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Cultivo do Arroz de Terras
Altas
Trabalho
produzido pela Embrapa
Arroz e Feijão
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Cleber
Morais Guimarães | ||
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Importância
econômica |
Manejo do Solo | |||
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Em
Rondonópolis-MT e Primavera do Leste-MT conseguiram-se, em nível
experimental, altas produtividades de arroz em áreas de monocultura de
soja, com as cultivares Caiapó e Primavera. Nesses trabalhos, por serem
conduzidos em solos recuperados, a adubação formulada não surtiu efeito.
Por outro lado, o bom preparo do solo com arado de aiveca ou
escarificador, aplicados a, aproximadamente, 35-40 cm de profundidade, em
solos mais argilosos, determinou produtividades significativamente maiores
que as observadas em solos preparados com grade aradora. Quando conduzida
em solos sem impedimento ao crescimento radicular e recuperados
quimicamente, a cultura do arroz não respondeu à aplicação de
fertilizantes e ao preparo profundo. O preparo excessivo do solo favorece
a erosão e, conseqüentemente, a perda de matéria orgânica e de outros
componentes. Deve-se considerar que o preparo do solo bem conduzido
melhora a estrutura física, a porosidade e a rugosidade superficial do
solo. Todas estas características facilitam a penetração da água no solo e
reduzem a possibilidade de ocorrer erosão. O
Sistema Plantio Direto (SPD), entre os sistemas de preparo do solo, tem se
tornado uma alternativa interessante, por proporcionar as vantagens
descritas anteriormente e por facilitar a condução dos sistemas de
produção. Por outro lado, o sistema, tem demonstrado ser de maior risco
quando conduzido em solos que apresentam limitações ao crescimento
radicular, o que agrava o efeito dos veranicos sobre as plantas. Em área
em que o Sistema Plantio Direto foi iniciado recentemente, ou rico em
palhada com alta relação C/N, têm sido recomendadas aplicações de doses
mais elevadas de nitrogênio na semeadura para compensar a menor
disponibilidade inicial deste nutriente no solo. Tem-se observado que o
efeito do N aplicado no SPD de arroz cultivado após soja é baixo, se
comparado a outros sistemas de produção. Além do mais, não tem sido
observado efeito do manejo da adubação nitrogenada (N aplicado totalmente
na semeadura ou parcelado na semeadura e em cobertura), sobre a
produtividade. Sistemas de produção de arroz também podem ser conduzidos em áreas de pastagens, como o proposto pelo Sistema Barreirão. Esse Sistema tem se mostrado muito eficiente e são inúmeros os resultados que comprovam o fato, entretanto para algumas situações, tem surgido a necessidade de procedimentos alternativos para tornar a técnica de uso mais abrangente. Neste sentido desenvolveram-se sistemas com semeadura do capim após a emergência do arroz ou imediatamente após sua colheita, ou mesmo sistemas alternativos de preparo do solo. A semeadura retardada do capim diminui a competitividade entre as culturas consorciadas e permite que as cultivares de arroz expressem seu potencial produtivo. Além do mais, diminui o risco do sistema produtivo do arroz e torna-o de uso mais abrangente, pois adota o maquinário agrícola geralmente disponível na propriedade rural. Nas condições de solo que existem camadas com limitação ao crescimento radicular, como na camada superficial das áreas de pastagens, o preparo do solo com arado é indispensável, principalmente em regiões onde ocorre distribuição irregular das chuvas. O arado quebra essas compactações e melhora o ambiente para o crescimento radicular e, conseqüentemente, a capacidade da planta em absorver água das camadas mais profundas do solo e conviver com os períodos de veranicos. | ||||
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